Deschavada da Lu Cureau — consulta de roteiro e gravação. Não publicar.
As 9 etapas
Regras transversais
10s
A regra dos 10 segundos vale pro vídeo inteiro. 80 segundos ÷ 9 etapas ≈ 8–10s por bloco. Nenhum trecho segura mais que isso. A estrutura do roteiro é a régua da edição.
Anel
A estrutura fecha em anel, não em linha. A promessa da abertura é paga na última frase ("seguidores qualificados" → "você é um deles?"). Prova social mora na Solução — onde converte — não na abertura, onde atrasaria o gancho.
≠
Ponta solta ≠ frase-que-gruda. Ponta solta promete uma revelação e segura o pagamento ("mas essa nem é a pior parte…") — o espectador fica com um crédito a receber e por isso não sai. Os três pontinhos são a nota promissória. Frase-que-gruda é o contrário: insight completo, pago na hora ("depois que ela tá presa ali…"). Uma paga DEPOIS, a outra paga NA HORA. Não confundir.
Sem.
Retenção semântica, não decorativa. O movimento que prende É a informação (gráfico que explica), nunca babá de dopamina (mão cortando sabonete). Movimento com propósito.
?
Reviravolta — em estudo. Está nas definições dela (conflito chama, curiosidade mantém, reviravolta) mas não tem slot nas 9 etapas. Hipótese atual: é qualidade da Solução, não etapa. Próximos vídeos dela devem responder.
A gramática sonora
Acorde-base · leitmotiv
Um som = um significado. Acorde curto com ataque, sempre a mesma nota, toda vez que entra um item novo da estrutura. O cérebro aprende o código sem perceber.
Oitava acima · a mágica
Na ponta solta, o mesmo acorde uma oitava acima: menos harmônicos, mais puro, mais brilho. Não é tensão — é faísca. Divisão de trabalho: o TEXTO abre a dívida, o SOM seduz. Se o som sublinhasse a tensão, entregava o truque.
Tom acima · a dominante
No Bloco 2 e na Solução, o acorde sobe um tom: propulsão harmônica. Funciona como dominante — pede resolução, te deixa inclinado pra frente. Você fica pelo mesmo motivo que não levanta no meio de uma cadência.
Whoosh · agudo × grave
Agudo = revelação (novidade corta pra cima). Grave = pouso (conclusão assenta pra baixo). Som grave sutil quando um bloco completo aparece = "se liga que aqui tem ouro".
Densidade = informação
4 micro-whooshes sincronizados pros 4 ganchos (falado · escrito · visual · sonoro). O som conta a informação: quatro coisas, quatro ataques.
O som segue o desenho
Moldura que fecha continuamente ganha som vítreo contínuo, não um hit seco. Sincronia som-forma — princípio de animação aplicado ao áudio.
Menos é mais
Só tem som onde tem ouro. Nada pede atenção; tudo conduz. A nota que você não toca é a que faz a mágica funcionar. (Régua Gidi.)
O click do "seguindo"
No fim, o botão fica cinza + som de click quase inaudível: priming. Simula a sensação sensorial de já ter seguido, antes do gesto. Beira o subliminar. E está em TODOS os vídeos dela — não é truque, é sistema permanente rodando por baixo do CTA explícito.
Por que essa aba existe: pra 99% dos criadores, gancho sonoro é trend audio. Pra quem produz há 35 anos, é gramática harmônica — oitava pra mágica, dominante pra propulsão, click pra priming. Mundo Musical invadindo a forma do conteúdo. Incopiável.
Nunca diga · diga
A regra por trás das 5 linhas é uma só: troca comando genérico por um pedido só, específico, com motivo. Menu divide, comando vazio não move, pergunta genérica não responde. Um CTA · específico · com benefício embutido.
Nunca
"Curta, comenta e compartilha."
Diga
Uma coisa só.
Quatro CTAs dividem a atenção. Um CTA direciona a ação e o resultado é maior.
Nunca
"Dá dois cliques na tela."
Diga
"Compartilha esse vídeo para mais pessoas terem acesso a essa utilidade pública."
Curtida não move a entrega. Compartilhamento é o sinal que pesa de verdade.
Nunca
"Comenta aqui o que você achou."
Diga
"Qual sua visão sobre o X? Você concorda ou faria diferente?"
Pergunta genérica todo mundo ignora. Pergunta específica gera discussão.
Nunca
"Me segue para mais dicas."
Diga
"Se você quer aprender X de forma prática, você está no perfil certo."
"Mais dicas" não promete nada. Resultado específico gera expectativa pro próximo conteúdo.
Nunca
"Fique nesse vídeo até o final."
Diga
"E ainda nesse vídeo eu vou te mostrar a solução definitiva para Y."
Mandar ficar é clichê. Antecipar uma entrega é ponta solta — promete e paga depois.
Atenção de voz: o princípio é lei; a letra é molde da Lu. Alguns "diga" dela têm cheiro de coach pro nosso chão ("utilidade pública", "perfil certo") — a tradução pra voz Marote é trabalho da skill, com linguagem de decisão: um pedido, binário, sem cardápio.
Fonte: live "Passo a passo de um carrossel viral" (13/08/2026), 80 min, transcrita e deschavada em 19/08. Regra da casa: estrutura pela Lu, design nosso. Canônico no vault: campeoes-insta/_ESTRUTURA-CARROSSEL-LU.md.
O princípio
Você
O carrossel tem que parecer que foi VOCÊ que fez. Limpo e orgânico. Design de agência (textura, elemento demais, "obra de arte") mata engajamento — a audiência pensa "foi a equipe" e passa reto. Design caprichado tem outra função: autoridade, prova social, explicar produto.
3:4
1080×1440. Formato vertical de feed, sempre.
20/30
Se você tem 30 minutos, 20 vão pra capa e dupla capa. O miolo nunca será lido se as capas forem fracas.
Os 4 formatos que funcionam
1 · Tweet
O favorito dela — "difícil um carrossel tweet não ir bem". Tuíta no X, printa, formata 3:4 (app Square Fit). 15 minutos no máximo.
2 · Story
Escreve com as fontes nativas do Instagram (fundo preto), salva sem postar e sobe como carrossel. A audiência sente que é você fazendo um story. Nunca postar o mesmo conteúdo no story na mesma semana.
3 · Notas
Print do app Notas do celular. Clean, e quem tem o mesmo celular se identifica.
4 · Sua identidade simples
ID visual única SUA, mas limpa — o formato dos nossos campeões (preto, tipografia gigante, ênfase de cor) é exatamente isso. Ela: capa e último slide no Canva com a ID; miolo visual pode ir pra IA. "Se está bonito demais, está errado."
Método CICE (revisão obrigatória)
A primeira versão nunca é a final. Toda peça passa pelas 4 perguntas antes de postar:
C
Chamativo — como deixo o título mais chamativo? Título principal + subtítulo complementar.
I
Imagem — chama atenção e está em HARMONIA com o título? Banco de imagem genérica = lixo. Ela gera a imagem sob medida com IA (ex.: logo do Instagram redesenhada + Zuck confuso pro post "Instagram vai mudar").
C
Curiosidade — gerada na mente, em TODOS os slides. "O motivo é simples." · "E sinceramente…" · três pontinhos. É a ponta solta aplicada slide a slide.
E
Elementos — círculo, flecha, negrito, highlight, palavra em cor: direcionam o olhar e dão didática. Máximo 1-2 por slide. Texto chapado sem ênfase cansa o olho.
Capa e dupla capa
1+2
Slides 1 e 2 são AMBOS capas. O conteúdo começa no slide 3. O algoritmo muitas vezes testa entregando o slide 2 no lugar do 1 (quando a capa não engajou). Slide 2 com parede de texto = teste morto.
2×
A dupla capa é uma reescrita da capa — mesmo assunto, outra formulação, TÃO chamativa quanto (imagem + título grande, nada de rebaixar). Prima da Promessa Aberta do vídeo, com função dupla: repromete E substitui a capa. Teste: apagando o slide 1, o slide 2 sozinho ainda apresenta o carrossel?
Miolo (slide 3 ao penúltimo)
Voz
O texto do miolo não se delega — nem pra IA, nem pra social media. É a tua expertise e a tua voz. IA entra no design do miolo e na legenda, nunca no conteúdo.
2-3¶
Máximo 2-3 parágrafos por slide. Encheu? Divide no próximo.
…
TODO slide do miolo termina com ponta solta — a última frase engancha no próximo slide. Se o slide 4 dá sensação de "acabou", a pessoa sai ali. Objetivo de vida do carrossel de 10 slides: a pessoa chegar no 10.
CTA — o mapa
A CTA certa é a ação que a pessoa JÁ ia tomar naturalmente — você só lembra ela de fazer. Uma ação só, sempre.
Tipo
Útil · passo a passo · análise profunda
CTA
SALVAR — ela não vai decorar; salvar é o que ela já ia fazer.
Tipo
Notícia · timing · polêmica
CTA
COMPARTILHAR — a pessoa quer "fofocar" a novidade com alguém.
Tipo
Opinião · identificação · tese
CTA
COMENTAR — na casa: pergunta de identidade ("comenta um artista que ninguém fala mas te virou a alma do avesso"). Cada comentário é uma distribuição.
Tática
CTA PAUSADA (carrossel longo/útil)
Como
Depois de ~3 entregas, um slide SÓ de CTA ("antes de continuar, salva pra aplicar depois") — e o conteúdo segue. Aumenta salvamento e follow. Se a pausada pediu salvar, a final pede no máximo SEGUIR — nunca ação conflitante.
Nunca menu ("salva, comenta e compartilha"): teoria da Netflix — excesso de opção = nenhuma ação. Mesmo princípio da aba Nunca Diga: um pedido só, específico, com motivo.
Extras que valem regra
♪
Música em TODO carrossel. Carrossel com música entra também na aba de Reels = canal extra de entrega. (Nunca usamos. Passamos a usar.)
Leg.
Legenda não rouba tempo. Com o carrossel PRONTO, manda os slides pra IA: legenda curta, que complementa, com a MESMA CTA da peça.
1×
Carrossel pelo menos 1× por semana — serve a fatia da audiência que prefere ler. Variar formatos conforme performance.
Produção do miolo visual (aula do YT dela)
Fluxo Claude → PPTX → Canva (youtu.be/-4MfW3r4neE): roteiro dela no Notion marcado "Slide 1 / Slide 2…" → prompt por ÁUDIO (longo, redundante de propósito: formato 1080×1440, texto grande, capa chamativa, seguir a ID visual anexando prints de posts antigos) → pedir em PPTX com tudo editável → arrastar pro Canva ("aplicar todas as páginas") → refinar na mão 10-15 min. Nunca postar como saiu. Roteiro nunca pela IA.
Camada da casa por cima do chassis: capa-ferida (a identidade do público, o medo de ser invisível) · padrão que hipnotiza · virada pessoal (o slide em que o assunto muda de dono) · pergunta de identidade no fecho. A Lu dá a engenharia; a alma é nossa.
Como usar: preenche o vídeo e a promessa, escolhe o tipo (ele te dá o CTA certo), e vai tocando em cada item que o roteiro já cumpre. A barra lá embaixo acende conforme fecha. Salva sozinho — pode fechar e voltar depois.